“ O CLUBE “
A distância cria nostalgia. A realidade é que quando regresso a Coimbra a casa dos meus pais, tenho sempre a tendência de rever velhos papéis e fotos que me transportam vários anos atrás para a minha adolescência.
Numa das minhas últimas viagens, e na minha rotineira viagem ao passado, descobri o meu antigo cartão de sócio do saudoso “ Clube “ na rua da Torna onde se realizavam os bailes e matinés desse tempo – finais anos 70 e inicio dos anos 80.
Recordei, então, algumas fases do passado, não sem deixar de sorrir pelas lembranças que tal facto me provocou.
Eu, que nunca fui grande bailarino, bem pelo contrário, recordei os ensaios que alguns grupos aí realizavam, os bailes, as mães sempre atentas às suas filhas, não fosse a tentação sobrepor-se ao bom senso, como se o desejo não pairasse no ar.
Quem não se lembra da célebre dança do ramo, onde as jovens donzelas deixavam bem espelhada as suas preferências, não tanto de dança, mais de índole afectivo.
Foi também nessa altura que despertei para a música, e ainda hoje gosto de escutar os Pink Floyd, Supertramp, Dire Straits e Nat King Cole.
Levado por essa onda nostálgica, resolvi regressar ao local, hoje um salão de jogos. Escusado será dizer que era preferível manter o meu imaginário e ignorar o momento.
É essa magia que me leva a recordar “ O Bode Expiatório” e aventura que foi a deslocação á Assembleia da Republica para entrevistar o então deputado pelo PRD Eng.º Ramos de Carvalho.
Sentia-me bem, os sonhos eram, ainda, todos alcançáveis.
E é dessa parte que tenho saudades, do tempo em que tinha tempo para alcançar os meus sonhos.Por isso, da próxima vez que regressar a Coimbra, lá estarei em casa dos meus pais a mexer e remexer nos velhos papéis e velhas fotos, com os meus filhos, satisfazendo a sua curiosidade, e ensinando-lhes que não basta sonhar. Temos que lutar para conquistar os nossos sonhos
terça-feira, 13 de novembro de 2007
sábado, 22 de setembro de 2007
Seja fã de qualquer coisa!
O futebol movimenta um colectivo de adeptos mais ou menos fanáticos que defendem as suas cores de forma muitas vezes irracional, mas é assim que se vencem obstáculos e se ganham desafios. Muitas vezes se pergunta como é possível não poder movimentar estas energias colectivas para outros fins? Quantas causas, quantas pessoas em dificuldades, quantas construções sociais não poderiam serem ajudadas pela força de um colectivo em uníssono? Ainda há poucos dias tive oportunidade de ouvir num seminário o responsável pela fundação do Barcelona(Clube de Futebol) e dizia-nos que tem mais países inscritos na sua organização (cerca de 206) do que a UNICEF (154). Se já é incrivel nas decisões individuais, ainda maior é o espanto quando falamos em países. Voltando agora para a realidade do meio que nos rodeia, pergunta-se porque é que anos após anos as pessoas se reunem em torno de uma festa anual da sua localidade (Pedrulha, Adémia, Fornos, Truxemil, Alcarraques, Eiras, Sargento Mor, Cioga etc) e tal movimento não se congrega para objectivos mais sociais e para causas mais nobres? Eu gostava que as pessoas vissem um pouco mais longe e que a organização de uma Festa não desse por terminada a sua tarefa com as contas entregues no fim à igreja.
Guida
Antes de tudo e antes de mais temos a Guida, que nos ajudará a ver mais longe. Força Guida!
"If you want to go fast, go alone. If you want to go far, go with others."
"If you want to go fast, go alone. If you want to go far, go with others."
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